sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Eu escolhi reagir


Waiting for a change to set us free

Waiting for a hope to come around...


Change - Christina Aguilera


Não, este não é um texto sobre alguém que está perdendo uma luta de boxe ou qualquer outra modalidade esportiva. Antes fosse. Tudo seria tão mais fácil.
A luta é outra, o inimigo é outro. Desde que fui diagnosticado com Distimia, que é básicamente um estágio mais leve de depressão, eu nunca escrevi sobre isso e falei com pouquíssimas pessoas a respeito. Nos últimos dias porém passei por uma nova crise. Perdi o prazer das coisas, pensei em abandonar tudo, não fazer nada, passei dois dias simplesmente deitado, me levantando apenas para comer alguma coisa.
Não é fácil, nunca é fácil e a cada recaída parece que os problemas voltam maiores, parece que eles evoluem como pokemóns. Depois que fui diagnosticado, eu tive sim uma melhora, depois das sessões com o psicólogo eu parecia até outra pessoa, mas as crises sempre reaparecem, normalmente elas vem sempre que tenho que tomar alguma decisão importante ou nessa época de final de ano.
É engraçado porque as pessoas não conseguem entender, muitas vezes elas nem enxergam, como na maioria das vezes apenas acham que você está com preguiça, é só uma birra, frescura, mas não sabem que você está em uma constante luta consigo mesmo, lutando para não cair, tentando se manter de pé, olhando o vazio na tentativa de encontrar algo pelo que valha a pena continuar, reagir. 
Hoje a tarde eu dormi e sonhei, sonhei que eu estava feliz e que eu apreciava uma linda paisagem, e eu estava tão feliz, pouquíssimas vezes eu acho que sorri de tanta felicidade como eu sorria, acordei e simplesmente senti cansaço, calor e eu estava suado, senti também vontade de levantar olhar a rua, também senti fome e senti principalmente que alguma coisa dentro de mim pedia:  "reaja, por favor reaja, há um mundo lá fora, há uma vida esperando para ser vivida, ela te oferece todas as oportunidades." Foi num impulso que eu percebi que a luta não acabou, ainda terão vários rounds e eu decidi que eu quero ganhar todos, e reagir sempre que eu desanimar terá que me ser tão natural quanto acordar.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Resenha: A vida em tons de Cinza

Sobre ganhar e perder a humanidade


"A humanidade não se divide em heróis e tiranos. As suas paixões, boas e más, foram-lhe dadas pela sociedade, não pela natureza."


Charlie Chaplin


A vida em tons de cinza é um livro revelador da natureza humana. Ele nos conta a trajetória de dor e terror de Lina Vilkas e sua família. Narrado em primeira pessoa por Lina, o livro traz narrações do massacre que os povos bálticos sofreram sob o governo de Stalin, onde os países Lituânia, Letônia e Estônia tiveram seus territórios tomados pela União Soviética e o seu povo fora deportado para os campos de trabalho da Sibéria. 
O que mais me atraiu nesse livro sem dúvidas foi o fato dele ter sido narrado em primeira pessoa por uma sobrevivente (ficcional) do massacre stalinista, assim que li a sinopse fiquei muito ansioso para lê-lo. O livro me arrebatou de cara, eu tinha certeza que seria um dos meus livros favoritos, porem eu sabia que devia estar preparado para a enorme carga emocional que esse livro iria me proporcionar, entre risos e lágrimas, entre ódio e reflexão eu conclui a leitura do livro. 
A história de Lina e seu povo nos surpreende ao mostrar como a natureza humana pode ser tão fria e desprezível, como o ser humano pode ser capaz de abrir mão de sentimentos nobres e ferir o seu semelhante apenas por seus ideais, suas crenças, suas diferenças e territórios, por outro lado nos mostra como também é linda a natureza humana daquelas vítimas inocentes, daqueles homens, mulheres e crianças que foram cruelmente tirados do seio de seus lares para serem escravizados, massacrados e dizimados, como a garra a força e a vontade de viver daquelas pessoas despertam em nós um profundo sentimento de esperança, de mesmo em meio a tanta dor, injustiça e morte ainda acreditarmos, ainda seguirmos confiantes. Lutarmos pela nossa sobrevivência. 
Em meio a toda essa realidade uma personagem me chamou muita atenção, a Srª Vilkas, Elena Vilkas, como era forte aquela mulher. A senhora Vilkas é a própria representação do amor, a mãe de todos, aquela que lutava por todos e era capaz de sentir afeição até mesmo pelo seu algoz, que lutava para que seu povo não sucumbira, que em meio a tanta dor conseguia responder à vida com um sorriso.
Depois da leitura do livro eu senti um profundo desejo de pesquisar. Eu precisava saber mais, eu precisava entender, compreender e sentir aquelas mais de 20 milhões de vozes que foram silenciadas. 
Espero que todas as pessoas que leram e que lerão esse livro, escreva sobre ele, discuta e fale, que os homens e mulheres bons decidam agir.



sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Voltando à ativa!

Aiai... Tantos dias sem escrever nada aqui, já me sinto até um estranho. E tanta coisa aconteceu nesse tempo, algumas boas, outras ruins, umas eu devo contar, outras não. kkkkkk, de forma alguma.Começarei falando que agora eu sou um universitário, hehe. Pois é, consegui ingressar em uma universidade, estou cursando Letras na Universidade do Estado da Bahia. Não, Letras não era minha primeira opção de curso, porém devo declarar que o curso me ganhou, estou completamente apaixonado pelo meu curso, amando esse universo da linguística, literatura, semântica enfim da linguagem como um todo. Não eu  não desisti de cursar uma faculdade de Psicologia, porém tenho andando tão tranquilo, sem pressa para nada. Sei que todas as coisas tem o seu momento e o que tiver de ser, será. 

Muitas outras coisas aconteceram, mudei de cidade devido ao curso, hoje estou morando em Jacobina que fica a 100 km da minha cidade, Morro do Chapéu. Esses dois grandes acontecimentos foram responsáveis por várias mudanças em minha vida, posso ver o quanto cresci como estudante, como filho, como amigo e sobretudo como pessoa. Hoje resido em uma republica estudantil com mais 13 pessoas e este fato em si já é um ultra - acontecimento capaz de revirar as estruturas de qualquer pessoa. Devo dizer que estou amando tudo isso. Sinto saudades de casa, da minha mãe, porém faço o possível para que toda semana eu possa visitá-la. Estou vivendo, tão tranquilo e tão contente. :)

Sobre o coração tenho poucas coisas a dizer, mentira, tenho muita coisa a dizer, mas não posso falar aqui pois não é seguro. Só posso falar que essa parece ser a fase mais doida e agitada dos meus relacionamentos amorosos e eu estou aproveitando ao máximo.

Agora falando do blog, resolvi voltar a escrever aqui, até mudei o nome, tem um tempinho já, porém fiquei um tempinho sem postar nada, até que hoje tive que alterar o endereço do blog, porque precisei divulgá-lo em uma minibiografia de um novo projeto, mas isso eu conto em outro momento com mais detalhes. Decidi que quero fazer do meu blog um espaço literário, será o meu espaço de postar resenhas, dicas de livros, autores enfim, muita coisa desse vasto universo que é a literatura.  

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Ano novo, vida nova! (eu espero)

2014 se foi, chegou 2015 e agora é a hora em que preciso refletir sobre o rumo que pretendo dar para minha vida.


Não tem sido fácil, constantemente sinto me imerso em um mar de problemas que às vezes chego a pensar que vou surtar de vez. Sei que preciso tomar a dianteira de minha vida, sair da plateia e entrar de vez no palco.


Mas agora só me cabe desejar um feliz ano novo a todos e para mim. Que seja um ano diferente de todos que já se passaram, que nos surpreenda para o bem, que os obstaculos que possam vir a existir sejam enfretados de cara, que minha força de vontade seja maior do que o que me desanima.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Inspiração?

Onde foi parar minha inspiração?

Eu tento, tento e não consigo escrever nada criativo. Isso me deixa deprimido porque tudo que eu queria era apenas verbalizar todas as coisas que sinto, mas nesse momento a única coisa que eu sinto é um vazio enorme dentro de mim. Não consigo achar graça em nada, nada me comove, nada me surpreende. Às vezes sinto que sou apenas mais um e sentir que você é apenas mais um é tão deprimente quanto sentir que você não é nada. 

sábado, 27 de setembro de 2014

Foda-se

Já perdi as contas de quantas vezes deixei meu mundo cair para segurar o dos outros. Pode até soar clichê, porém hoje eu percebi o quanto tenho sido idiota, o quanto eu tenho feito pelas pessoas e elas apenas me menosprezando e me maldizendo. Tanto busco fazer pelas pessoas. E não é por esperar recompensa de ninguém não. É apenas por acreditar que sempre podemos ser melhores, que podemos fazer uma sociedade melhor, mas hoje percebi o quanto tantas pessoas tem sido ingratas comigo. Então acho que é a hora de ligar o botão do  foda-se para todos e viver minha vida de forma a não me importar com gente mal agradecida.